Catedral
Poesia autoral de Sávyo Fernandes.
Laurence Olivier - Hamlet (1948)
Toda sensação é vã de si
Um arrepio desavisado
Poros à mostra em todo braço
Memória de um corpo que ri
As artérias em destempero
Impedem o fluxo crepuscular
O sangue é o sol e meio
Molhado por tão pulsar
Corpo de magista milho
Vitae de quem saber dar
Opúsculo sobre a farsa alegria
Ativa e à beira-mar



